Jornal o Estado de SP

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Deus não urbanizou as encostas de morros...

Por Alex da Força
Há exato um ano atrás eu escrevi o artigo que segue. Vários veículos de comunicação o publicou, acendeu o debate sobre políticas públicas e meio ambiente. Passado doze meses, pouca coisa mudou e o debate permanece nos centros acadêmicos, nos Governos e nas respectivas secretarias ou Ministérios responsáveis por dar solução ou minimizar os impactos das mudanças climáticas no Brasil e no Mundo.
Deus não urbanizou as encostas de morros e muito menos permeabilizou o solo, criou o lixo e pôs os seus "filhos e filhas" morando em áreas de riscos. Ao invés de culpar a natureza ou o criador dela é hora de agir antes que milhares de pessoas morram nesta e nas próximas temporadas de chuvas.
Boa leitura!
"...Alguns afirmam ser obra de Deus toda a catástrofe ocorrida, outros do Governo. Pouco foram as pessoas que disseram ser elas próprias as culpadas pela atual condição climática.
Não se trata, apenas, da responsabilidade sócio-ambiental dos que residem em nossa cidade mas à todos que moram no Planeta Terra.
As mudanças climáticas transcenderam a esfera do meio ambiente e passou a representar uma verdadeira ameaça aos seres humanos. Entender as razões das alterações climáticas e combater as causas será o maior desafio que a humanidade irá enfrentar daqui para frente.
Se as emissões de gases na atmosfera, responsáveis pelo aquecimento global, continuarem no nível que estão, a temperatura subirá entre 1,6 a 6 graus neste século, causando mais estragos do que estamos vivenciando ou acompanhando pelos meios de comunicação.
O excesso de calor, chuvas e secas já afetam a qualidade e a produção mundial de alimentos elevando o custo, levando milhões de pessoas à miséria e aumentando as mortes por causa de diarreia ou desnutrição. A mudança das condições climáticas em decorrência dos abusos humanos já estão acontecendo, mas as ações de prevenção e punição ainda são tímidas.
Antecipando-se à futuros problemas e tragédias, tanto o Governador do Estado de São Paulo quanto o Secretário do Meio Ambiente estão sendo mais duros no que tange aos licenciamentos ambientais e as fiscalizações.
Na cidade de Cotia, eu tenho acompanhado o esforço do Prefeito Carlão Camargo, do Vice-Prefeito Moisezinho e do Secretário do Meio Ambiente e desenvolvimento agrário, Dr. Laércio Camargo, a fim de corrigir as ocupações desordenadas que há tempo usurparam os mananciais da cidade e as áreas que deveriam ser preservadas. Tenho que parabenizar os profissionais dos setores vitais para a sociedade, como o saneamento, o meio ambiente, obras, trânsito, bombeiros e a defesa civil, trabalhadores que se dedicam a manutenção e preservação dos recursos naturais e a vida da população.
Neste ano uma das prioridades será a educação ambiental que fundamentalmente despertará na população o conceito de responsabilidade ambiental. Não podemos nos esquecer dos alertas de que as Pessoas vem retirando da Terra mais recursos e em menor tempo em relação à capacidade da Terra de se recompor.
Outra prioridade, até por falta de capacidade de fiscalização dos Governos, será preservar as áreas dos entornos dos mananciais e florestas com a ocupação ordenada dentro do conceito de sustentabilidade socio-ambiental evitando as ocupações irregulares como as que temos em 23 locais de Cotia e milhares no Estado de São Paulo. Temos o exemplo do parque linear do Tietê, ainda em construção, e o parque linear do bairro do Portão – Cotia. Obviamente que continuará as ações para a retirada das famílias em áreas de riscos, o desassoreamento dos rios e córregos e uma maior cobrança para que haja um melhor serviço prestado pela SABESP.
Por fim, “TEMOS” muito trabalho e desafios ao longo deste ano. O futuro do planeta está em nossas mãos..."

Contra a força da natureza não há resistência. Prevenir é sempre melhor do que remediar. Sejamos solidários com as vítimas das enchentes e alagamentos.

Vamos em frente !!!

Um comentário:

Anônimo disse...

10, nota 10, para voce. Perfeito. MUITO BOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMM.
Eloisa Gomes (psicologa)