Por Alex da Força
Na antevéspera do Natal passado o então Presidente da República, Lula, regulamentou em Decreto a Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, estabelecendo a Política Nacional De Resíduos Sólidos (PNRS).
Essa PNRS, considerada um Marco, propõe melhorar a gestão do lixo à partir da divisão de responsabilidades. Caberá aos Poderes Públicos apresentar e instituir planos para o manejo correto dos resíduos sólidos, as empresas caberá o recolhimento dos produtos após o uso e caberá aos moradores das cidades participarem dos programas de coleta seletiva e reduzir o consumo de produtos que geram muito lixo.
Entre outras determinações, a PNRS obriga a substituição de lixões por aterros sanitários até 2015 e proíbe a importação de resíduos (lixos). Atualmente, aproximadamente 50% dos Municípios brasileiros descartam os resíduos em lixões a céu aberto, poluindo os mananciais pelo chorume (líquido escuro que escorre do lixo) e contaminando o ar através da queima do lixo, provocada ou natural.
Em políticas públicas quando falamos em lixo visamos proteger a população dos riscos das doenças e a conservação saudável do planeta para as próximas gerações. Existe outro olhar sobre os resíduos sólidos que não é observado pela maioria da população e que diz respeito à exclusão social, à produção do lixo humano e a saúde. A modernização da sociedade e a globalização da economia vem gerando o que chamarei neste artigo de “Refugo Humano”.
Considero como “Refugo Humano” aqueles cidadãos que vivem nas ruas condenados pela desvinculação do mundo do trabalho e também do ambiente familiar, o que repercute diretamente em seu estado geral de saúde. Hoje não é mais possível pensar no lixo apenas como causador de doenças, mas também podemos associá-lo a exclusão dos humanos nos arranjos de produção e consumo de bens da sociedade.
Como Refugo, essas pessoas correm o risco não somente de serem condenados à invisibilidade e a exclusão nas cidades, mas também de não participarem do processo político de mudança socioeconômico do País.
Neste contexto, os dois ex-presidentes da República do Brasil, apesar de serem de diferentes Partidos Políticos, convergem nas opiniões quando o assunto é a política socioambiental.
Essa PNRS, considerada um Marco, propõe melhorar a gestão do lixo à partir da divisão de responsabilidades. Caberá aos Poderes Públicos apresentar e instituir planos para o manejo correto dos resíduos sólidos, as empresas caberá o recolhimento dos produtos após o uso e caberá aos moradores das cidades participarem dos programas de coleta seletiva e reduzir o consumo de produtos que geram muito lixo.
Entre outras determinações, a PNRS obriga a substituição de lixões por aterros sanitários até 2015 e proíbe a importação de resíduos (lixos). Atualmente, aproximadamente 50% dos Municípios brasileiros descartam os resíduos em lixões a céu aberto, poluindo os mananciais pelo chorume (líquido escuro que escorre do lixo) e contaminando o ar através da queima do lixo, provocada ou natural.
Em políticas públicas quando falamos em lixo visamos proteger a população dos riscos das doenças e a conservação saudável do planeta para as próximas gerações. Existe outro olhar sobre os resíduos sólidos que não é observado pela maioria da população e que diz respeito à exclusão social, à produção do lixo humano e a saúde. A modernização da sociedade e a globalização da economia vem gerando o que chamarei neste artigo de “Refugo Humano”.
Considero como “Refugo Humano” aqueles cidadãos que vivem nas ruas condenados pela desvinculação do mundo do trabalho e também do ambiente familiar, o que repercute diretamente em seu estado geral de saúde. Hoje não é mais possível pensar no lixo apenas como causador de doenças, mas também podemos associá-lo a exclusão dos humanos nos arranjos de produção e consumo de bens da sociedade.
Como Refugo, essas pessoas correm o risco não somente de serem condenados à invisibilidade e a exclusão nas cidades, mas também de não participarem do processo político de mudança socioeconômico do País.
Neste contexto, os dois ex-presidentes da República do Brasil, apesar de serem de diferentes Partidos Políticos, convergem nas opiniões quando o assunto é a política socioambiental.
Para Fernando Henrique Cardoso (PSDB) uma política eficaz tem como premissa o “consenso possível de opiniões”; para Lula (PT) a política socioambiental deve ser discutida em sua plenitude: “É preciso cuidar não somente do MEIO, mas de TODO Ambiente”.
Quem nunca ouviu ou disse a seguinte frase: “Somos apenas números, seres descartáveis no trabalho”?. Essa frase reproduz o trato e a importância que os seres humanos possuem no mundo do trabalho. Enquanto grande parte das organizações no Brasil aplicam o princípio do 3Rs (Redução, Reutilização e Reaproveitamento dos resíduos) na produção, para a força de trabalho (trabalhadores) se aplica o princípio do UD (Usar e Descartar).
Precisamos discutir qual modelo desejamos ter: o do domínio do mundo pelo saber científico-técnico, gestando riquezas mesmo que a custa de uma perversa exclusão social e de grave degradação ambiental ou o modelo que valoriza as relações sociais que visam estabelecer uma sociedade de igualdade, de justiça e de fraternidade para todos, a começar pelos marginalizados e excluídos.
Quem nunca ouviu ou disse a seguinte frase: “Somos apenas números, seres descartáveis no trabalho”?. Essa frase reproduz o trato e a importância que os seres humanos possuem no mundo do trabalho. Enquanto grande parte das organizações no Brasil aplicam o princípio do 3Rs (Redução, Reutilização e Reaproveitamento dos resíduos) na produção, para a força de trabalho (trabalhadores) se aplica o princípio do UD (Usar e Descartar).
Precisamos discutir qual modelo desejamos ter: o do domínio do mundo pelo saber científico-técnico, gestando riquezas mesmo que a custa de uma perversa exclusão social e de grave degradação ambiental ou o modelo que valoriza as relações sociais que visam estabelecer uma sociedade de igualdade, de justiça e de fraternidade para todos, a começar pelos marginalizados e excluídos.
É preciso inverter a lógica consumista atual de quem têm dinheiro consome "caviar" e de quem não têm deverá disputar com os urubus restos de alimentos em lixões. Precisamos pensar globalmente e agir localmente.
Façamos a nossa parte. Não temos o direito de jogar o futuro das próximas gerações na lata de lixo.
Vamos em frente.
Façamos a nossa parte. Não temos o direito de jogar o futuro das próximas gerações na lata de lixo.
Vamos em frente.
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